A EDP anunciou hoje que suspendeu três projetos eólicos offshore nos EUA devido à incerteza criada por Donald Trump que já disse publicamente não gostar das centrais marítimas.

“Estão em modo de hibernação”, disse esta quinta-feira o presidente da EDP à “Bloomberg”. “Basicamente, estacionámos os projetos à espera de melhores dias”.

Miguel Stilwell d’Andrade considera que a EDP foi “sortuda” por não tomado decisões finais de investimento, isto é, sem a construção ter arrancado ou sem ter injetado quantidades significativas de capital.

“Alguns dos nossos pares estão a meio da ponte. Ainda não começámos a atravessar a ponte, estávamos a começar a atravessar e parámos”, afirmou.

Os projetos fazem parte do consórcio Ocean Winds, com a Engie, e estão localizados no Massachusetts, Nova Iorque e Califórnia.

A EDP está em conversações com o Governo de Donald Trump para tentar perceber os próximos passos.

Recentemente, a TotalEnergies desistiu de um projeto offshore nos EUA para investir em projetos fósseis no país.

O gestor elogiou a parceria com a Ocean Winds e afastou a possibilidade de desinvestir.

A companhia investiu 17 mil milhões de dólares na América do Norte, estando entre os cinco maiores operadores de renováveis dos EUA, com mais de 12 gigas de vento, sol e baterias em 12 estados.

Apesar da suspensão dos projetos offshore, a companhia mantém a aposta neste mercado.

“Estamos a ver crescimento como nunca vimos, em vários estados”, destacou.

Apesar da guerra no Médio Oriente, o gestor está confiante que a companhia vai cumprir as suas metas para este ano, prevendo um EBITDA de 5 mil milhões de euros, tendo em curso um plano para investir 12 mil milhões em três anos.