O parecer entregue à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pela rede nacional de embaixadores do Pacto Climático Europeu propõe uma transformação profunda na educação ambiental em Portugal. A principal meta é deixar de focar apenas na sensibilização e passar a capacitar cidadãos para responder aos impactos das alterações climáticas.
Clima Clubes e disciplina obrigatória
Entre as propostas mais inovadoras, destaca-se a criação de uma rede nacional de ‘Clima Clubes’ nas escolas do ensino básico e secundário, além da introdução de uma unidade curricular obrigatória de ‘Sustentabilidade Aplicada’ em todos os cursos do ensino superior. A formação em literacia climática ao longo da vida, inclusive no contexto laboral, também é reforçada.
A especialista Sabrina Fialho, investigadora em alterações climáticas e embaixadora do Pacto Climático Europeu, defende que ‘a educação ambiental deve deixar de estar tão centrada na sensibilização para passar também a preparar os cidadãos para responderem aos impactos das alterações climáticas’. Ela alerta que os currículos estão desfasados da realidade climática do país, que já enfrenta fenómenos como secas prolongadas, incêndios rurais e ondas de calor.
Combate à ecoansiedade e participação cidadã
Os embaixadores também propõem combater a ecoansiedade promovendo experiências educativas que envolvam ação coletiva e participação comunitária. A capacitação de técnicos municipais e o reforço da literacia sobre consultas públicas são vistos como fundamentais para uma transição ecológica inclusiva.
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