O Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, publicou uma nova análise macroeconómica na rede social X, destacando a evolução do endividamento em Portugal. Segundo o responsável, a economia portuguesa registou uma redução significativa do endividamento nacional nos últimos anos, um desenvolvimento transversal a famílias, empresas e Estado.

“Esta redução da dívida tem sido transversal a todos os agentes económicos: famílias, empresas e Estado”, afirmou Álvaro Santos Pereira. O Governador sublinhou que a descida do endividamento é essencial, “não só porque reduz a nossa exposição a eventuais choques (externos ou internos), como também nos dá maior margem para investir ou consumir”.

Os dados mais recentes confirmam que, de uma forma geral, este esforço de desendividamento continua. Em 2025, a dívida pública baixou para 89,7% do PIB e a dívida das empresas não financeiras desceu para 45,3% do PIB.

No entanto, Álvaro Santos Pereira apontou uma exceção a esta tendência positiva: o endividamento das famílias. Em 2025, a dívida das famílias em percentagem do PIB subiu de 54,9% em 2024 para 56,1%. Medida em percentagem do rendimento disponível, a dívida dos particulares também aumentou, atingindo 80,4% no terceiro trimestre de 2025, face a 79,1% no final de 2024.

O principal motivo para este aumento, segundo o Governador, é o crédito à habitação. “Devido principalmente ao aumento do crédito à habitação. Por outras palavras, impulsionadas pela subida dos preços das casas e pelo forte crescimento do crédito à habitação, as famílias voltaram a aumentar o seu endividamento, invertendo uma tendência de decréscimo dos anos mais recentes”, explicou Álvaro Santos Pereira.