A espanhola Caja Rural de Almendralejo, de Badajoz, anunciou oficialmente ao Banco de Portugal a intenção de adquirir o Banco de Negócios Internacional (BNI Europa), conforme apurou o Jornal Económico. A comunicação, já remetida à autoridade reguladora nacional, será posteriormente encaminhada para o Banco Central Europeu (BCE) para autorização definitiva.
O contrato de compra e venda (SPA) foi assinado no final de 2025, abrangendo a totalidade do capital social e direitos de voto do banco português, atualmente detido pelo BNI Angola, liderado por Mário Palhares. O valor da transação não foi divulgado, mas a referência são os capitais próprios do BNI Europa, que em 2025 totalizavam 28,2 milhões de euros.
O BNI Europa, presidido por Vítor Barosa Carvalho, registou prejuízos de 2,57 milhões de euros em 2025, agravando os resultados negativos do ano anterior. Apesar do crescimento da margem financeira e das comissões, os custos operacionais superaram as receitas, resultando num rácio de eficiência de 113% e rentabilidade negativa de 9,1%.
A operação representa a terceira tentativa do BNI Angola de alienar a filial portuguesa, que está no mercado desde 2019. A Cajalmendralejo, principal instituição financeira da região da Extremadura e entidade central do Grupo Cooperativo Solventia, apresentou lucro líquido consolidado de 31,84 milhões de euros em 2025, reforçando a sua capacidade de expansão internacional.