
O grupo Marktest anunciou hoje desinvestimento nos serviços de ‘clipping’ para se focar nas áreas com mais valor acrescentando e avançou com um despedimento coletivo para os trabalhadores que diz não ter sido possível reafetar. No comunicado, a Marktest não avança o número de colaboradores afetados.
A empresa salienta que tem como estratégia concentrar “os seus recursos e investimentos nas áreas onde detém uma reconhecida capacidade de gerar valor: os estudos de mercado e audiências, a análise e planeamento de media e publicidade, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de dados, os serviços de soft sponsoring e os estudos de consumo, satisfação e reputação”. Segundo a Marktest, “estas áreas, que compõem o núcleo estratégico do grupo, centrarão os investimentos futuros da empresa”.
Dentro desta reorientação estratégica, “e após uma análise aprofundada da evolução do mercado, o grupo Marktest decidiu iniciar um processo de descontinuação da unidade de serviços de ‘clipping’, até agora integrada na MediaMonitor”, acrescenta.
Após anos de forte pressão ao nível dos preços, “a par de um aumento significativo dos custos operacionais, estas condicionantes tornaram a atividade nesta área economicamente insustentável”, prossegue a Marktest.
De modo a garantir a continuidade do serviço de ‘clipping’ prestado aos seus clientes, “o grupo Marktest definiu um plano de transição que visa minimizar o impacto desta mudança, permitindo a continuidade do serviço de forma adequada”.
Numa lógica de diálogo e transparência, “a Marktest comunicou esta decisão em primeira instância aos colaboradores desta unidade de negócio” e “desde o primeiro momento foram desenvolvidos esforços concretos para encontrar soluções internas”.
Segundo a Marktest, “parte dos profissionais abrangidos foram reintegrados noutras áreas do grupo”.
Para os restantes, “e por não ter sido possível assegurar a sua reafetação interna, a empresa recorreu à figura legal do despedimento coletivo, o instrumento jurídico que melhor salvaguarda os direitos e garantias dos trabalhadores abrangidos”.
Com esta reorganização, “o grupo Marktest reforça a sua aposta num futuro centrado na inovação, na excelência dos dados e no aprofundamento das áreas onde gera maior impacto para o mercado português”, remata.
A “Lusa” questionou a Marktest sobre o número de colaboradores afetados e aguarda resposta.