Oito pessoas foram mortas esta madrugada na Faixa de Gaza, em novos ataques israelitas, apesar do acordo sobre o desarmamento do movimento islamista Hamas e a retirada israelita do território palestiniano, segundo a Defesa Civil palestiniana.

Vários edifícios residenciais foram atingidos durante a noite e, pelo menos, oito pessoas perderam a vida, informaram responsáveis da Defesa Civil.

Entre as vítimas, um homem e uma mulher foram mortos à noite e vários outros ficaram feridos quando um helicóptero militar israelita atingiu um apartamento a sul de Deir al-Balah, segundo o porta-voz da Defesa Civil palestiniana, Mahmoud Bassal.

Além disso, uma pessoa morreu e várias outras ficaram feridas quando as forças israelitas abriram fogo na cidade velha de Gaza, ainda segundo a Defesa Civil.

Três pessoas, incluindo uma criança, foram mortas depois de um ataque israelita ter atingido um apartamento pertencente à família Al-Hams, a noroeste de Khan Younès, no sul da Faixa de Gaza, acrescentou a mesma fonte.

No sábado, outras oito pessoas tinham sido mortas em outros ataques israelitas na Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil e instituições de saúde.

Na passada quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um acordo sobre o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O acordo para o desarmamento total anunciado por Trump estipula que o movimento islamita palestiniano Hamas entregará as armas imediatamente para que o Conselho de Paz, o órgão internacional estabelecido pelo Presidente dos Estados Unidos, possa assumir o controlo total do enclave.

O compromisso prevê igualmente a retirada das forças israelitas da Faixa de Gaza, o destacamento de uma Força Internacional de Estabilização (FIE) e a transferência das responsabilidades de governação para um Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNGA), um organismo liderado por Ali Shaath, um antigo vice-ministro palestiniano, e composto por tecnocratas palestinianos, criado sob a égide do Conselho de Paz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou na sexta-feira o acordo e apelou ao fim das hostilidades no Médio Oriente, sublinhando que o mundo não pode suportar mais guerras.