O mercado de investimento mobiliário registou uma contração no fecho do primeiro trimestre de 2026. Segundo os dados mais recentes, o montante gerido pelos OICVM encolheu 948,1 milhões de euros face a fevereiro. Já os Fundos de Investimento Alternativo (FIA) viram o seu valor recuar para os 844,1 milhões de euros.
O mês de março foi marcado por um forte desinvestimento na dívida pública nacional, que registou um tombo de 28,4%. Em contraste, o investimento em obrigações de emitentes nacionais contrariou a tendência de queda do mercado, crescendo 8,8%.
No mercado acionista, as cotadas estrangeiras sofreram uma desvalorização de 8,5% nas carteiras dos fundos, enquanto as ações nacionais limitaram as perdas a 0,7%.
PSI em destaque: Jerónimo Martins, EDP e BCP no pódio
A Jerónimo Martins mantém-se como a “joia da coroa” dos fundos nacionais, representando 13,1% do total investido (uma subida mensal de 1,2%). No entanto, os maiores crescimentos de peso nas carteiras pertenceram ao BCP, que disparou 19,5%, e à EDP, com uma valorização de 16,6% em relação a fevereiro.
Lá fora, os fundos privilegiaram gigantes como a Schneider, Inditex e L’Oreal (na União Europeia) e as tecnológicas Alphabet, Microsoft e Apple (fora da UE). A Alemanha consolidou-se como o destino principal do capital (24,5%), seguida dos EUA (14,7%), com Portugal a captar apenas 6,5% do investimento total.
O setor viu o nascimento de três novos fundos em março, geridos pela Sixty Degrees, BIZ Capital e Magnify Capital Partners. Houve ainda lugar à fusão de dois fundos da Caixa Gestão de Ativos na área das Obrigações.
No ranking das gestoras, a Caixa Gestão de Ativos mantém o domínio do mercado com uma quota de 29,5%, seguida pela IM Gestão de Ativos (23,1%) e pela Santander Asset Management (15,1%).