O Société Générale e o Citi – assessores financeiros do fundo francês Antin Infrastructure Partners, escolheram os candidatos à compra da Indaqua para avançarem com as propostas vinculativas.
Segundo as nossas fontes “já estão selecionados três bidders, possivelmente quatro”. O Jornal Económico apurou, junto de fonte conhecedora do processo, que a Manila Water e a Igneo passaram à fase seguinte.
A avaliação que o Antin Infrastructure Partners apresentou por 100% da Indaqua aos candidatos ascende a 1,3 mil milhões de euros. As propostas vinculativas não serão inferiores a esse valor.
A Igneo Infrastructure Partners é a unidade de investimento autónoma do grupo First Sentier Investors Group, que investe em empresas de infraestruturas. É atualmente a acionista maioritária da Finerge, com 75%, e comprou, em Portugal, também a Autoestradas do Douro Litoral (AEDL), em 2024.
A Manila Water Company, é uma empresa privada filipina concessionária de serviços públicos, que até ao momento não tem investimentos em Portugal.
Nas propostas não vinculativas, entregues em abril estava uma da APG (Algemene Pensioen Groep) — líder do consórcio internacional que adquiriu 81,1% da Brisa – Autoestradas de Portugal em 2020. Mas não foi possível saber se está na short-list para as binding offers.
A italiana Acea SpA — um dos principais grupos multiutilities italianos, com sede em Roma e especializado na gestão da água, distribuição de eletricidade, produção de energia e serviços ambientais — terá também entregue uma proposta não vinculativa para a compra da Indaqua. Mas não foi possível confirmar que se mantém na corrida.
Também a espanhola Aqualia, vocacionada para a gestão do ciclo integral da água e que inicialmente estudou a empresa, assim como a KKR e a Brookfield, e ainda um fundo de infraestruturas. Mas estarão fora do processo.
Esta é mais uma tentativa de venda da Indaqua e ocorre dois anos após a tentativa de 2023, que não chegou a bom porto. Na altura, o fundo britânico Equitix, especializado no setor das infraestruturas, esteve em negociações exclusivas para adquirir a Indaqua à Antin por cerca de 800 milhões de euros. No entanto, a operação falhou após o Equitix não ter conseguido angariar o capital necessário para atingir o montante pedido pelo vendedor. O negócio de 2023 incluía também a Plainwater, empresa que opera no setor do abastecimento e tratamento de águas residuais, detida pela Indaqua.