Num discurso carregado de simbolismo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, homenageou os jornalistas que perderam a vida em zonas de conflito, em particular aqueles mortos por forças israelitas. Durante uma cerimónia alusiva ao Dia da Liberdade de Imprensa, o chefe de Estado enalteceu “as vozes que se agigantam e estremecem a indiferença”, numa crítica velada a “países e líderes políticos apostados na tragédia”. A declaração surge num contexto de crescente violência contra profissionais de comunicação social, especialmente no Médio Oriente, onde a cobertura do conflito tem sido alvo de censura e ataques.
Segundo dados da Federação Internacional de Jornalistas, mais de 100 jornalistas foram mortos em 2025, muitos deles em zonas de guerra. A referência do Presidente aos jornalistas mortos por Israel sublinha a importância de proteger quem arrisca a vida para levar a verdade ao mundo. O discurso foi amplamente aplaudido por associações de imprensa, que veem nas palavras de Marcelo um reconhecimento do papel crucial do jornalismo na defesa da democracia.
“Num tempo em que a indiferença parece ser a resposta padrão a tantas tragédias, é reconfortante ouvir um líder político reconhecer o valor do jornalismo independente”, afirmou a presidente do Sindicato dos Jornalistas. A intervenção ocorreu num momento em que vários governos europeus debatem novas leis para proteger jornalistas em zonas de conflito e combater a desinformação.