O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou preocupação e consternação com os efeitos dos sismos que atingiram a Venezuela e garantiu que está a avaliar medidas para apoiar a nação caribenha.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Lula informou que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela e as possíveis ações de ajuda que o Brasil poderia tomar. O chefe de Estado reafirmou a disponibilidade do país para apoiar o governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, na recuperação das áreas afetadas.
A reação do presidente brasileiro surgiu depois de Delcy Rodríguez ter declarado o estado de emergência, após dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.
Rodríguez anunciou o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, e cancelou as aulas em todo o país durante vários dias. Num discurso televisivo, disse que o aeroporto, que tem ligações a Portugal operadas pela TAP, sofreu graves danos nas infraestruturas. Os serviços de metrô e trem também foram suspensos, assim como atividades não essenciais, com interrupções nos serviços de eletricidade e água. Em edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi cortado.
“Pedimos à nossa população que mantenha a calma”, disse a chefe de Estado. “Pedimos à união.” Rodríguez expressou gratidão ao Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçao, Colômbia, Reino Unido e México, que ofereceram solidariedade e apoio. Agradeceu também à ONU e a organizações financeiras multilaterais.
Nas últimas horas, Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram solidariedade. Até o momento, não há registro oficial de feridos ou mortos, apesar de a Venezuela já ter registrado 20 réplicas. No estado de Falcón (noroeste), o governador Victor Clark disse que 32 pessoas foram hospitalizadas e, mais de quatro horas após o terremoto, ainda havia 15 pessoas presas nos escombros. O autarca de Chacao, Gustavo Duque, reportou possíveis mortes no município.
Edifícios em Manaus, Belém e Macapá, na Amazônia brasileira, foram evacuados, segundo informações da emissora TV Globo. Os tremores foram também sentidos nas regiões do Caribe e do nordeste da Colômbia, mas sem registro de danos ou feridos.