A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quinta-feira que não pondera demitir-se após o chumbo da reforma laboral no Parlamento. Em declarações aos jornalistas, a governante classificou a rejeição do diploma como uma “derrota para o país” e uma “oportunidade perdida” para modernizar as relações laborais em Portugal.
“É preciso respeitar a decisão do Parlamento, mas entendo que se trata de uma oportunidade perdida”, disse a ministra, sublinhando que o seu lugar não está em causa. “Não me demito. Continuarei a trabalhar para melhorar as condições dos trabalhadores e das empresas.”
A reforma laboral, que visava introduzir maior flexibilidade no mercado de trabalho e combater a precariedade, foi rejeitada com os votos contra da maioria dos partidos da oposição. O Governo lamentou a falta de consenso, especialmente num momento em que a economia portuguesa enfrenta desafios como a inflação e a escassez de mão-de-obra em setores-chave.
O chumbo representa um revés significativo para o executivo, que tinha a reforma como uma das suas bandeiras para o mandato. Apesar da derrota, a ministra garantiu que o Governo não desistirá de promover alterações legislativas no âmbito laboral, mas reconheceu que o caminho será mais difícil sem o apoio parlamentar.