O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que o afastamento de recrutas da PSP por suspeitas de radicalismo é um sinal claro de que o sistema de recrutamento está a funcionar e a identificar potenciais ameaças. O governante sublinhou a preocupação com os índices de violência e radicalização detetados nas redes sociais.

Durante uma visita ao Centro de Formação da PSP, Luís Neves salientou que a segurança nacional não pode ser comprometida e que é essencial garantir que as forças de segurança estão livres de influências extremistas. As declarações surgem na sequência de notícias que davam conta de vários candidatos afastados do processo de recrutamento após avaliações de perfil e comportamentos online.

O ministro destacou ainda que a PSP tem reforçado os mecanismos de controlo e análise de perfis, incluindo a monitorização de redes sociais, para evitar a infiltração de elementos radicais. Esta abordagem, segundo Luís Neves, é fundamental para manter a confiança dos cidadãos nas instituições de segurança.

A polémica em torno do recrutamento de elementos com potenciais ligações a movimentos radicais tem sido um tema recorrente em vários países, e Portugal não é exceção. O governo português tem investido em formação e sensores para detetar comportamentos desviantes antes da integração final nos quadros da polícia.