O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta segunda-feira que o Governo não tem “nenhum fetiche com as leis laborais”, sublinhando que as reformas em curso visam adaptar a legislação aos novos desafios do mercado de trabalho, e não promover uma “revolução”. A declaração foi feita em Braga, à margem de um protesto de sindicatos contra as alterações à legislação laboral propostas pelo executivo.

Montenegro garantiu que a reforma em discussão não representa uma quebra de direitos, mas sim uma modernização necessária para responder a áreas como o teletrabalho, a economia digital e a conciliação entre vida profissional e familiar. “Queremos uma lei que se adapte aos sinais dos tempos, sem complexos, mas também sem aventuras”, afirmou.

O protesto, organizado por várias centrais sindicais, juntou dezenas de trabalhadores à entrada do evento onde o primeiro-ministro participava. Os manifestantes criticam o que consideram ser uma precarização do trabalho e uma flexibilização excessiva das relações laborais.

Montenegro respondeu às críticas rejeitando o rótulo de “reformista radical”. “Não há qualquer fetiche. O que há é a convicção de que o direito do trabalho tem de ser atualizado para proteger melhor quem trabalha e dar mais competitividade às empresas”, concluiu.