Os novos Certificados do Tesouro (série 5) captaram 120 milhões de euros na primeira semana de comercialização, conforme admitido pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, realizada esta quarta-feira.

A subscrição começou a 6 de julho e os instrumentos de dívida pública são destinados à poupança das famílias, com taxa de juro fixa garantida. Cada unidade tem o valor de um euro, com mínimo de subscrição de mil euros e máximo de um milhão de euros.

Os certificados possuem um prazo de 10 anos, com remuneração progressiva: 2,35% no primeiro ano, 2,45% no segundo e terceiro, 2,65% entre o quarto e quinto ano, 2,75% no sexto e sétimo, 2,85% no oitavo e nono, e 3,35% no décimo ano. O resgate antecipado só é possível após um ano, com garantia total do capital investido.

Estes novos certificados substituem os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV), suspensos no mesmo dia 6 de julho. Durante a audição, o ministro destacou que o produto já está a pressionar o setor privado a “subir as remunerações”.