Paulo Lopes Marcelo critica duramente a troca de advogados no âmbito da Operação Marquês, classificando-a como um “exercício em fraude” e afirmando que “não cumpre a lei”. O jurista pede uma reação do sistema diante de um abuso que considera “corrosivo para o Estado de Direito”.

O líder da bancada parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) também se manifestou, antecipando que o desfecho do caso pode provocar “uma grande convulsão social e política”. As declarações foram feitas após novas revelações sobre o processo, que envolve figuras políticas de destaque e levanta questões sobre a integridade do sistema judicial português.

A Operação Marquês, que investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influências e branqueamento de capitais, tem sido marcada por sucessivas polémicas. A mais recente envolve a substituição de advogados de defesa, vista por alguns como uma tentativa de atrasar o processo ou comprometer a sua transparência.

Especialistas ouvidos pela Renascença sublinham que a situação é grave e pode minar a confiança pública nas instituições. “Estamos perante um claro desrespeito pelas normas processuais”, afirmou um analista jurídico. “O tribunal deve agir com firmeza para evitar que o caso se transforme num escândalo ainda maior.”

A IL, por seu lado, já anunciou que vai acompanhar de perto o desenrolar do processo e não descarta apresentar iniciativas parlamentares para garantir o cumprimento da lei. O partido teme que a morosidade e as manobras processuais possam gerar “impunidade e descredibilização do sistema”.