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Ouro e bitcoin preparam-se para fechar a semana no verde

Economia Jornal Económico 3 min de leitura

O ouro e a bitcoin preparam-se para fechar esta semana no verde recuperando de perdas acumuladas no passado recente.

A se concretizar esta seria a primeira semana em que o ouro valorizava depois de cinco semanas de perdas, assinala o Investing, esta sexta-feira, enquanto que no caso da bitcoin recuperaria do mínimo de 21 meses alcançado durante esta semana.

Na terça-feira o ouro atingiu esta terça-feira o seu nível mais baixo em oito meses. E em junho verificou-se a maior retirada mensal de capital da história em external traded funds (ETF) de bitcoin norte-americanos. Dados da SoSoValue registaram saídas líquidas de 4,06 mil milhões de dólares (3,56 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) em junho em ETF de bitcoin nos Estados Unidos, ultrapassando o anterior máximo de 3,56 mil milhões de dólares (3,12 mil milhões de euros) registados em fevereiro de 2025, assinalou a CoinDesk.

Atualmente o ouro transaciona nos 4.177 dólares por onça, um ganho semanal até ao momento de 1% (no mercado spot), enquanto que a bitcoin está nos 61.709 dólares o que representa um ganho semanal até ao momento de 3,3%.

Desde o início do ano a bitcoin acumula uma perda 29,4% enquanto que o ouro desvalorizou 6,5% no último mês apesar de manter um ganho de 25,4% no último ano.

O ouro tem sido pressionado em baixa devido a fatores como perspetivas de uma subida nas taxas de juro pelos bancos centrais e também pela subida da inflação.

“O ouro é frequentemente considerado um porto seguro em tempos difíceis, mas o que muitas pessoas não percebem é que o seu preço ainda pode cair num mercado em queda. Os investidores vendem frequentemente o que podem perante problemas, e o ouro é um ativo líquido”, disse o responsável por mercados da AJ Bell, Dan Coatsworth, em declarações à MoneyWeek.

“Recentemente, o ouro tornou-se cada vez mais sensível à mesma dinâmica do preço do petróleo e da inflação que afecta os mercados em geral, o que significa que o seu comportamento pode estar mais correlacionado com outros activos do que os investidores esperavam”, referiu o estrategista e gestor de carteiras da T. Rowe Price, Matt Bance, à MoneyWeek.

O analista da Marex, Edward Meir, citado pela CNBC, disse, que “existe uma inflação elevada, expectativas de taxas de juro elevadas e um dólar forte, e isso está a sobrepor-se a todos os outros fatores otimistas que estão normalmente associados a uma subida do ouro”.

A descida da bitcoin tem sido influenciada por fatores como o sell-off em ações ligadas à inteligência artificial (IA), à saída de capital de external traded funds (ETF) de ouro, às vendas de bitcoin pela Strategy, e ao adiamento do Clarity Act, assinalou a publicação IG. E a isto junta-se também a valorização do dólar.

A Strategy é uma empresa que funciona como uma espécie de acumuladora de bitcoin. Já o Clarity Act pretende regular ao nível legislativo o mercado de criptomoedas nos Estados Unidos.

“Isto é uma quebra de confiança em torno deste complexo, liderada pela Strategy, que está a criar uma crise de confiança na Bitcoin. Numa altura em que as criptomoedas em geral estão desvalorizadas, certo? As pessoas estão cada vez mais céticas em relação à estrutura do mercado. Há energia noutros lugares. Existe uma certa sensação de vulnerabilidade devido ao prejuízo não realizado de 14 mil milhões de dólares (12,2 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) na estratégia de Michael Saylor [líder da Strategy]. E o que geralmente acontece é que os mercados procuram as fontes de dor para ver se conseguem quebrar o investidor, certo? Assim, se derrubarem o bitcoin drasticamente e destruírem o investidor, poderão obter lucros enormes”, disse o CEO da Galaxy Digital, Mike Novogratz, em declarações transcritas pela The Street.

“Um dólar forte significa bitcoin fraco”, defendeu Mike Novogratz, em declarações transcritas pela mesma publicação.

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