A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, reafirmou esta sexta-feira, durante o congresso do CDS-PP em Sangalhos, a sua determinação em avançar com a reforma laboral prometida pelo Governo. Num discurso marcado pela convicção, a governante agradeceu diretamente ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, pela confiança, e sublinhou que o executivo continuará a trabalhar para implementar “esta e outras reformas” essenciais para o país.
“Obrigada, senhor primeiro-ministro, lá iremos fazer esta e outras reformas”, declarou Palma Ramalho, num momento em que o Governo enfrenta resistências de setores empresariais e sindicais em relação às alterações propostas no mercado de trabalho.
A intervenção da ministra ocorreu num contexto em que quase todos os membros do Governo têm usado o palco do congresso popular para apresentar as suas visões políticas, mesmo aqueles que, como Palma Ramalho, não são militantes do partido. O ministro da Defesa e líder do CDS-PP, Nuno Melo, foi a exceção, não tendo discursado no evento.
Além de Palma Ramalho, também o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, marcaram presença e fizeram intervenções, reforçando a coesão governativa em torno das prioridades do executivo.
A reforma laboral em causa visa modernizar as relações de trabalho, flexibilizar horários, combater a precariedade e alinhar a legislação portuguesa com as práticas europeias. Apesar das críticas, a ministra garante que o diálogo social continuará a ser o motor do processo.