O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou que as polémicas que envolvem o atual Governo, liderado por Luís Montenegro, vão "além da espuma dos dias" e merecem uma "ação" concreta. Em declarações recentes, Passos Coelho sublinhou que não pretende "atirar achas para a fogueira", mas alertou que os casos em torno do executivo não deixam ninguém "despreocupado".

As declarações surgem num contexto de crescente pressão sobre o primeiro-ministro, com vários casos a serem alvo de atenção mediática e política. Passos Coelho recusou-se a comentar diretamente os casos específicos, mas frisou que a situação "merece reflexão e ação por parte de quem tem responsabilidades".

O antigo líder do PSD, que governou Portugal entre 2011 e 2015, evitou fazer críticas diretas a Montenegro, mas deixou claro que as "polémicas" não podem ser ignoradas. "Não se trata de alimentar a discussão, mas sim de garantir que o país não fica paralisado por questões que vão além do normal debate político", afirmou.

As declarações de Passos Coelho surgem numa altura em que o Governo enfrenta pressões de vários setores, incluindo a oposição e a opinião pública. O antigo primeiro-ministro defendeu que é necessário "agir com responsabilidade e transparência" para evitar que a situação se agrave.

Apesar de não ter especificado que tipo de ação defende, Passos Coelho deixou claro que a situação "não pode ser tratada como algo banal". "Os portugueses esperam que os seus governantes estejam à altura dos desafios, e isso inclui saber lidar com as polémicas de forma séria e construtiva", concluiu.