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Paulo Pedroso critica reforma laboral do Governo: “Seguro entrou em territórios que desde o general Eanes não se entrava”

Política Renascença 1 min de leitura

O antigo ministro do Trabalho, Paulo Pedroso, manifestou-se esta quinta-feira contra a proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo ao Parlamento, acusando o executivo de avançar para “territórios que desde o general Eanes não se entrava”. Em declarações à Renascença, Pedroso criticou duramente a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmando que “não percebe que está em contramão”.

Paulo Pedroso, que foi conselheiro de José Luís Carneiro na corrida à liderança do PS, considera que a reforma laboral representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e que o Governo está a “ignorar o diálogo social”. Para o ex-governante, a proposta “abre caminho para a precariedade” e coloca Portugal numa posição “inaceitável” face às normas europeias.

Questionado sobre o papel do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedroso defendeu que o chefe de Estado “deve manter-se em silêncio até que o texto lhe chegue às mãos”, numa alusão à necessidade de aguardar pela promulgação ou veto da lei. “O Presidente deve cumprir o seu papel constitucional, sem interferências políticas”, acrescentou.

A reforma laboral, entregue pelo Governo na semana passada, tem gerado forte contestação entre sindicatos e partidos da oposição, que a acusam de “flexibilizar excessivamente” as relações de trabalho. O PS já anunciou que apresentará propostas de alteração durante a discussão na especialidade.

Paulo Pedroso

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