O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) criticou duramente o ministro da Educação por se recusar a comparecer no Parlamento para prestar esclarecimentos sobre a “trapalhada” na correção dos exames nacionais. Em declarações recentes, o líder comunista afirmou que é “inaceitável que o governante evite o escrutínio dos deputados” num momento em que milhares de alunos e famílias aguardam respostas sobre os erros e inconsistências verificados nas provas.

De acordo com fontes parlamentares, o pedido de audição foi formalizado pela bancada do PCP após denúncias de que as correções teriam sido feitas com critérios “desiguais e contraditórios”, prejudicando a classificação final de muitos estudantes. O ministro, no entanto, terá alegado uma agenda incompatível para justificar a ausência, o que gerou indignação entre os partidos da oposição.

A polémica surgiu quando vários professores e diretores de escolas reportaram discrepâncias graves nos resultados atribuídos a provas de disciplinas como Matemática e Português. Para o PCP, a situação revela “total desorganização e falta de transparência” por parte do Ministério da Educação, exigindo que o titular da pasta assuma responsabilidades perante o Parlamento e a sociedade.

Até ao momento, o gabinete do ministro não emitiu qualquer comunicado oficial sobre o assunto, mas a pressão política aumenta à medida que se aproxima a discussão do Orçamento do Estado. O PCP já anunciou que irá apresentar uma nova solicitação de audição, alertando que recorrerá a todos os mecanismos regimentais para garantir que o governante preste os devidos esclarecimentos.