O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, criticou esta quarta-feira, em entrevista à Renascença, a postura do Governo nas negociações da reforma laboral e da reforma do Estado. O deputado considerou que o Executivo tem mostrado “falta de vontade política” para avançar com mudanças estruturais que respondam aos anseios dos portugueses.

Questionado sobre a possibilidade de eleições antecipadas, Pedro Pinto foi claro: “Não é altura para falar em eleições. Isso seria um jogo tático que não interessa ao país.” O líder parlamentar sublinhou que o partido está disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2026, desde que as propostas do Chega sejam tidas em conta, especialmente nas áreas da habitação, saúde e combate à corrupção.

“Estamos disponíveis para o diálogo, mas não para aceitar tudo o que o Governo impõe. A reforma do Estado não pode ser uma formalidade vazia”, afirmou. Pedro Pinto rejeitou ainda que o Chega queira contribuir para a instabilidade política, mas alertou que o partido não apoiará orçamentos que perpetuem “o défice e o endividamento do país”.