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Petróleo desce mais de 4% com acordo entre EUA e Irão

Economia Jornal Económico 2 min de leitura

O petróleo está a descer mais de 4%, esta segunda-feira, com o anúncio do acordo entre os Estados Unidos e o Irão que coloca fim ao conflito e reabre o Estreito de Ormuz.

O brent está a cair 4,41% para os 83,48 dólares e o crude desvaloriza 5,07% para os 80,58 dólares.

No domingo o Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou um acordo com o Irão, que coloca um fim à guerra e traz consigo a reabertura do Estreito de Ormuz, e também o levantamento "imediato" do bloqueio naval norte-americano.

"O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social Truth, poucos minutos após o anúncio do mediador paquistanês esta noite, madrugada de segunda-feira hora do Paquistão.

"Autorizo totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, declarou esta noite que o acordo com os Estados Unidos trouxe "um fim imediato à guerra".

"Em primeiro lugar, o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", afirmou o diplomata, especialista em Direito, na televisão estatal.

O responsável declarou vitória na guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.

"O inimigo, que atacou para concretizar os seus objetivos maliciosos, viu todos os seus propósitos frustrados, e a República Islâmica do Irão alcançou grandes vitórias nesta guerra", declarou.

O primeiro-ministro paquistanês anunciou hoje que foi concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão.

Segundo Shehbaz Sharif, o acordo prevê um cessar-fogo no conflito no Médio Oriente incluindo o Líbano e deverá ser assinado na Suíça no dia 19.

Ainda no domingo um ataque de Israel ao Líbano, que provocou três mortos e 15 feridos, ameaçou romper as negociações para um acordo entre EUA e o Irão.

“Se não houver vontade ou capacidade para cumprir os compromissos, é impossível falar de continuar este caminho”, advertiu Mohamad Qalibaf, negociador-chefe iraniano, citado pela agência EFE, em reação ao ataque no bairro de Dahye, no sul da capital libanesa.

O também presidente do parlamento do Irão acusou os Estados Unidos de darem “luz verde” a Israel, defendendo que a chamada estratégia do “polícia bom, polícia mau” está ultrapassada.

O Presidente norte-americano condenou o ataque referindo que o bombardeamento “não deveria ter acontecido”.

Trump defendeu que "não deverá haver mais ataques de Israel em qualquer parte do Líbano, mas também não deverá haver mais ataques de qualquer outro grupo, incluindo o Hezbollah, contra Israel. Este poderá ser o início de uma paz longa e bela", concluiu.

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