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Portugal está a “ficar perto dos critérios” para “declarar crise energética”, avisa ministra

Economia Jornal Económico 3 min de leitura

Portugal está a ficar "perto dos critérios" para "declarar crise energética", disse hoje a ministra do Ambiente e da Energia. Se declarada, o Governo toma uma série de medidas para tentar aliviar a fatura energética das famílias.

"Estamos a ficar perto dos critérios em que podemos declarar crise energética. E aí, o primeiro-ministro, o ministro da Economia, eu e todo o Conselho de Ministros vão com certeza ter um conjunto de medidas que estão a ser todas analisadas e quantificadas, de como podemos proteger as famílias, as pessoas, consumidores e também as empresas", afirmou esta sexta-feira Maria da Graça Carvalho.

A governante rejeitou avançar com uma data, apontando que a decisão será tomada mediante a "evolução dos preços".

"Estamos a contabilizar os impactos, as medidas, quanto é que custam e para depois tomar uma decisão, olhando para o que os outros países estão a fazer, sendo certo que, no nosso caso, o preço da eletricidade está relativamente protegido porque temos 80% de renováveis", acrescentou em declarações à imprensa, sem entrar em detalhes sobre que medidas podem vir a ser implementadas, apesar de ter sido questionada sobre o corte do IVA para os 10% em Espanha nos combustíveis, eletricidade e gás.

A ministra apontou que o gasóleo é o produto energético mais penalizado, o que se deve ao facto de a refinação ser feita essencialmente naquela zona do Médio Oriente.

No caso do gás, disse que o Governo já aumentou o apoio aos consumidores vulneráveis na botija de gás, mas também o gás para a indústria. "Muitas indústrias precisam de gás no seu processo, vidro, cerâmica, também os fertilizantes. Há uma série de outros produtos que vão necessitar de gás e aí é natural que se tenha de atuar".

"Mas vamos esperar a declaração de crise energética e isso envolve muito o ministro da Economia. Com certeza, iremos ter medidas se isto continuar nesta evolução. Iremos ter medidas e temos a possibilidade de o fazer com esta diretiva", que foi aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros.

Questionada se o Governo estava a preparar a recomendação de medidas de poupança energética, como fez hoje a Agência Internacional de Energia, disse que ainda não estavam em "cima da mesa", apesar de já estarem listadas.

"Estavamos com alguma esperança de que isto não evoluísse neste sentido que está a evoluir. Algumas dessas medidas têm um impacto na economia… estávamos a aguardar", disse.

"Mas temos um conjunto de medidas, desde uma menor utilização dos carros ao domingo, o teletrabalho, o aquecimento e o arrefecimento nos edifícios públicos. Há um programa de poupança energética que temos preparado, caso venha a ser necessário", afirmou.

Maria da Graça Carvalho

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