Portugal desceu três posições no Ranking Mundial de Competitividade do IMD 2026, ocupando agora o 40.º lugar entre 70 economias avaliadas. O resultado foi divulgado pela Porto Business School (PBS), parceira exclusiva do IMD em Portugal.

A queda no ranking geral contrasta com a melhoria no pilar do Desempenho Económico, onde o país subiu sete posições, alcançando o 35.º lugar. Este avanço foi impulsionado por indicadores como o quarto lugar mundial nas Receitas do Turismo e o 11.º nos Fluxos de Investimento Direto Estrangeiro em percentagem do PIB.

No entanto, o desempenho negativo nos pilares da Eficiência Governativa (41.º), Eficiência Empresarial (45.º) e Infraestruturas (31.º) contribuiu para a descida geral. Na Eficiência Empresarial, Portugal regista a sua posição mais baixa, com destaque para recuos nas práticas de gestão (53.º), mercado de trabalho (46.º) e produtividade (48.º), além de fragilidades no empreendedorismo e na dimensão das PME.

No topo do ranking, Singapura recupera a liderança, seguida por Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos. Os Estados Unidos voltam ao grupo das dez economias mais competitivas, após o 13.º lugar em 2025.

Arturo Bris, diretor do World Competitiveness Center do IMD, destacou que “as nações com instituições credíveis e testadas ganham vantagem” num contexto geopolítico deteriorado. Já José Esteves, dean da Porto Business School, sublinhou que “a competitividade do futuro não se mede pelos ativos que temos”, defendendo empresas mais ágeis e líderes capazes de “executar melhor, adaptar-se mais depressa e criar valor de forma sustentável”.