O Presidente da República, António José Seguro, elogiou hoje a resposta do Governo aos sismos na Venezuela, considerando que “reagiu prontamente” ao disponibilizar equipas para ajudarem nas operações de resgate. Em declarações aos jornalistas após um encontro com empresários portugueses na Embaixada de Portugal em Paris, Seguro foi questionado se considera que, perante o aumento do número de mortos entre a comunidade portuguesa na Venezuela, o Governo pode fazer mais para ajudar nas operações de busca e salvamento.

“Eu considero que o Governo e o Estado português reagiram prontamente com a ajuda que, neste momento, já está há dois dias ou três na Venezuela, com equipas especializadas para ajudarem no resgate e salvamento de pessoas”, respondeu o Presidente da República. Seguro indicou que a própria embaixadora da Venezuela em Portugal, com quem se vai reunir “ainda esta semana”, agradeceu “o apoio que o Governo e o Estado português têm estado a prestar”.

O Presidente da República dirigiu uma “palavra de apoio e gratidão” às equipas portuguesas que estão na Venezuela, agradecendo-lhes o trabalho que estão a fazer para “salvar vidas humanas”. “São de uma dedicação inexcedível e naturalmente que o país lhes está grato e reconhecido”, disse. António José Seguro renovou ainda os seus “sentimentos a todas as famílias enlutadas e que perderam os seus entes queridos nesta tragédia na Venezuela”.

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes. Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial. Entre os mortos, há pelo menos 71 portugueses e lusodescendentes, e outros 71 estão desaparecidos ou incontactáveis. Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.