
O presidente do Chega, André Ventura, acusou, esta quinta-feira, o Governo de arrogância e disse que Portugal está mais próximo de não ter nenhuma reforma laboral.
Para o Chega, o Governo partiu para as negociações do pacote laboral “com uma posição de força, de total inegociabilidade, de total arrogância, de total presunção”.
“Chegamos a este ponto em que o único parceiro negocial que o Governo poderia ter no Parlamento não faz a menor ideia de que o Governo não partilhou com o Parlamento absolutamente nada sobre qual é a sua reforma laboral e quais são os últimos pontos da reforma laboral”, acusou Ventura.
O líder do Chega afirmou ainda que: “Os tais parceiros sociais que o Governo optou por negociar, acabaram por negar a própria versão apresentada pelo Governo e portanto nós, neste momento estamos mais próximos do que estávamos de não termos nenhuma reforma laboral”.
“Isto deve-se à arrogância do Governo, à má gestão do Governo, à forma como trapalhadas sucessivas levou a cabo esta negociação e isso é muito negativo”, considerou.
Esta quinta-feira, o secretariado nacional da UGT rejeitou, por unanimidade, a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo. É o segundo “não” à revisão do Código do Trabalho, apesar dos apelos do Presidente da República ao diálogo com vista a um acordo. Sem entendimento, proposta de alterações segue agora para o Parlamento.