O governo de Donald Trump renunciou ao seu fundo de compensação ‘anti-instrumentalização’ da justiça, que foi criado recentemente e enfrentou forte oposição. A decisão foi anunciada pelo líder da maioria republicana no Senado dos EUA, John Thune.
Em declarações a jornalistas no Congresso, Thune confirmou que o fundo ‘já não está em cima da mesa’ após conversas com o procurador-geral interino Todd Blanche. O senador espera que o procurador confirme a decisão numa audiência parlamentar.
A administração Trump já tinha reconhecido na segunda-feira uma decisão judicial que congelou temporariamente o fundo de quase 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros). Fontes como Bloomberg e Axios indicam que o recuo se deve à oposição de democratas e de alguns republicanos.
O Departamento de Justiça justificou o fundo como uma reparação para vítimas de instrumentalização da justiça, mas democratas denunciaram-no como um ‘fundo secreto’ para recompensar apoiantes de Trump, incluindo condenados pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Um juiz de Alexandria, perto de Washington, concedeu provimento parcial contra o fundo na sexta-feira, proibindo qualquer movimentação financeira até nova ordem. Uma audiência sobre a extensão do congelamento está marcada para 12 de junho.
O fundo surgiu de um acordo entre o DOJ e Trump, permitindo-lhe retirar uma queixa de 10 mil milhões de dólares contra o IRS em troca de imunidade fiscal retroativa para si e sua família.