O presidente do Chega, André Ventura, afirmou que o partido está disponível para viabilizar a nova Prestação Social Única (PSU), desde que o PSD aceite limitar o acesso a apoios sociais para imigrantes. A condição foi apresentada durante um debate sobre o Orçamento do Estado, onde Ventura destacou a necessidade de priorizar os portugueses no acesso a benefícios sociais.
Segundo Ventura, a PSU, que pretende unificar várias prestações sociais num único pagamento, só terá o apoio do Chega se o governo garantir que os imigrantes em situação irregular ou com residência recente não tenham acesso automático aos mesmos direitos que os cidadãos nacionais. O líder do Chega argumenta que a medida é essencial para evitar abusos e garantir a sustentabilidade financeira do sistema.
O PSD, no entanto, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a proposta. Fontes do partido indicam que a discussão está em fase inicial e que a posição final dependerá das negociações em curso no Parlamento. A PSU é uma das bandeiras do governo para simplificar o sistema de apoios sociais, mas enfrenta resistência de setores que consideram a condição de Ventura discriminatória.
Especialistas em políticas públicas alertam que a restrição proposta pode violar princípios constitucionais e tratados internacionais de direitos humanos. Apesar disso, Ventura mantém a exigência como condição sine qua non para qualquer acordo.