À chegada a Pequim para iniciar uma visita de três dias, o presidente dos Estados Unidos proferiu declarações entusiásticas, falando de relações fantásticas e da “maior cimeira de todos os tempos”. No entanto, o presidente chinês Xi Jinping foi direto: explicou que a cordialidade entre as nações depende da política norte-americana para Taiwan, balizando assim as expectativas para a visita.

Xi Jinping afirmou que as negociações comerciais estão a progredir, mas alertou que a discordância sobre Taiwan pode levar a um caminho perigoso e até mesmo resultar em conflito. Analistas consideraram as declarações surpreendentemente assertivas, servindo de alerta para a comitiva norte-americana, composta por empresários ligados à indústria de chips de Taiwan.

Após uma cerimónia no Grande Salão do Povo, Trump elogiou Xi Jinping, chamando-o de “grande líder”. Xi mencionou que as negociações comerciais alcançaram resultados equilibrados, visando manter a trégua comercial frágil firmada em outubro passado.

Segundo comunicado oficial chinês, Xi disse a Trump que Taiwan é a questão mais importante e que, se mal gerida, poderia levar a confronto ou conflito. Trump evitou responder diretamente. Os líderes concordaram em expandir a cooperação em comércio e agricultura e discutiram o Médio Oriente, a Ucrânia e a península coreana.

Na comitiva estão Elon Musk e Jensen Huang, CEO da Nvidia, cuja empresa depende da TSMC de Taiwan. Washington tenta vender aviões Boeing e produtos agrícolas para reduzir o défice comercial, enquanto Pequim pede alívio nas restrições a equipamentos de chips. Espera-se que Trump incentive a China a convencer o Irão a um acordo de paz.