No segundo trimestre de 2026, 29,7% dos desempregados em Portugal conseguiram transitar para o emprego, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este movimento representa cerca de 102,8 mil pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre e que encontraram trabalho no período seguinte.
De acordo com o INE, do total de pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre de 2026, 50,6% (175,3 mil) permaneceram nesse estado no segundo trimestre, enquanto 19,7% (68,2 mil) transitaram para a inatividade.
Os dados revelam ainda diferenças significativas entre géneros: 32,4% (50,5 mil) dos homens desempregados transitaram para o emprego, enquanto 27,5% (52,3 mil) das mulheres também o conseguiram. A taxa de transição foi mais elevada entre os desempregados de curta duração (37,2%, correspondente a 83,0 mil pessoas) e entre os inativos pertencentes à “força de trabalho potencial” (24,9%, ou 30,2 mil pessoas).
O relatório do INE destaca ainda que 27,9% (96,6 mil) das pessoas que estavam desempregadas passaram a trabalhar por conta de outrem. No que diz respeito à estabilidade laboral, 24,5% (155,3 mil) dos trabalhadores com contrato a termo ou outro tipo de contrato no primeiro trimestre conseguiram transitar para um contrato sem termo no segundo trimestre.
Outro dado relevante é que 22,3% (91,3 mil) das pessoas que trabalhavam a tempo parcial no primeiro trimestre passaram a trabalhar a tempo completo no trimestre seguinte. A mobilidade também se refletiu na mudança de emprego: 3,1% (160,1 mil) das pessoas que permaneceram empregadas mudaram de trabalho entre o primeiro e o segundo trimestre.
Além disso, 3,4% (176,8 mil) das pessoas que continuaram empregadas mantiveram dois ou mais empregos, e 2,0% (102,6 mil) passaram a ter dois ou mais empregos, quando antes tinham apenas um.
No que diz respeito aos jovens, o INE indica que 26,2% (50,9 mil) dos jovens entre os 16 e os 34 anos que não estavam empregados, nem em educação ou formação (NEEF) no primeiro trimestre, transitaram para o emprego no segundo trimestre. Paralelamente, 16,3% (31,6 mil) desses jovens passaram a frequentar o ensino ou formação.