A Concremat, empresa do sector do betão pré-fabricado, anunciou a incorporação da Luso Alemã Construções e Pré-fabricados e da Igeco, duas empresas com largo histórico no mercado nacional, “numa operação que visa reforçar a sua capacidade industrial, técnica e de resposta ao mercado português da construção em Portugal”.
Este movimento enquadra-se no processo de integração da Concremat na Molins, empresa global de referência em soluções para a construção, que adquiriu a empresa em junho do ano passado. Neste contexto, a Concremat passa a operar sob a identidade Concremat by Molins, reforçando a sua integração na Molins (desde o final de 2025) e a consolidação do projeto industrial na Península Ibérica, mantendo a proximidade ao mercado português.
As atividades da Luso Alemã e da Igeco, que já faziam parte do perímetro empresarial da Concremat no momento da sua aquisição pela Molins, passam agora a estar organizadas de forma unificada dentro da empresa, consolidando um projeto industrial com maior escala, coerência operacional e capacidade de resposta ao mercado.
A Luso Alemã Construções e Pré-fabricados, fundada em 1974 e sediada em São Julião do Tojal, no concelho de Loures, conta com mais de 50 anos de atividade no setor. “Inicialmente dedicada à construção civil e à pré-fabricação pesada em betão armado, a empresa especializou-se, desde 2015, na pré-fabricação em betão pesado e arquitetónico, com especial enfoque em soluções em GRC. A Luso Alemã desenvolve projetos em todo o território nacional e além-fronteiras e conta com 20” trabalhadores, refere o grupo em comunicado.
Já a Igeco atua nos setores da engenharia, construção civil e obras públicas desde 1989, acumulando uma vasta experiência na execução e montagem de estruturas pré-fabricadas de betão. Com atividade concentrada na região de Lisboa, a empresa conta com 28 trabalhadores.
Segundo Romeu Reguengo, diretor-geral da Concremat, citado pelo comunicado “esta integração dá continuidade a um projeto industrial com raízes profundas no mercado português, incorporando a experiência e o conhecimento técnico de três empresas com percursos complementares. Trata-se de uma evolução natural que reforça as nossas capacidades e a nossa proposta ao mercado, mantendo o foco, a proximidade e o modelo de gestão que sempre caracterizaram a Concremat”.
Da parte da Molins, Higini Alfageme, Executive Vice President Precast Business, refere que “a integração destas atividades na Concremat reforça o alinhamento do projeto com a Molins, criando condições para potenciar sinergias industriais e técnicas que sustentam o seu crescimento e consolidação no mercado português”.
Com sede nas proximidades de Lisboa, a Concremat dispõe de duas unidades produtivas, uma equipa de mais de 110 trabalhadores e cerca de 160 indiretos, afirmando-se como um operador de referência no mercado português de soluções pré-fabricadas.
“Com quase um século de experiência, a Molins, originalmente fundada em Espanha, é uma empresa global de referência em soluções inovadoras e sustentáveis para a construção, com um forte compromisso com a neutralidade carbónica e a economia circular”. A Molins está presente em Espanha, Portugal, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Turquia, México, Argentina, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Tunísia, Bangladesh e Índia, contando com uma equipa de mais de sete mil profissionais em todo o mundo.
Recentemente, a Autoridade da Concorrência (AdC) decidiu não se opôs à compra da Secil, empresa controlada pela Semapa, pela Molins, apontando que não deve criar entraves significativos à concorrência no mercado nacional. No entender da AdC, esta operação “não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste”.
A Semapa anunciou em meados de dezembro do ano passado a assinatura de um acordo vinculativo para a venda de 100% do capital social que detém na Secil à Cementos Molins por 1,4 mil milhões de euros. Também em dezembro, a Semapa estimava uma mais-valia de 400 milhões de euros com a venda da Secil, segundo afirmava a Lusa.
A produtora de cimento Secil é uma das várias participadas da Semapa, marcando presença em oito países e contando com oito fábricas de produção, três das quais em Portugal: Outão, Maceiras e Pataias. A Secil tem uma capacidade anual de produção de 10 milhões de toneladas de cimento. Atualmente a Secil emprega 2.900 pessoas. A cimenteira foi fundada em 1930.