Os mercados globais voltaram a sofrer pressão este início de semana com a escalada dos preços do petróleo provocada pelo conflito no Irão a penalizar ações e obrigações de Nova Iorque a Tóquio.
O S&P 500 caiu mais de 1% na abertura das negociações esta segunda-feira, após uma queda superior a 2% na semana passada — a maior queda semanal do índice de referência em cerca de cinco meses.
De acordo com o “The New York Times”, os investidores estão cada vez mais preocupados com as repercussões da guerra com o Irão, à medida que o conflito entra na sua segunda semana, sem que uma resolução para cessar os combates e garantir o fluxo de petróleo do Médio Oriente esteja ainda à vista. O Brent, referência internacional, ultrapassou esta segunda-feira os 100 dólares por barril pela primeira vez em quase quatro anos, encarecendo os combustíveis para os consumidores nas bombas de gasolina.
As repercussões estão a fazer-se sentir em todo o mundo. As bolsas europeias também abriram em forte queda esta segunda-feira. O Stoxx Europe 600 recuou mais de 1% na manhã de segunda-feira. As praças de Londres, Paris e Frankfurt registaram todas descidas.
Bolsas asiáticas
O índice de referência da Coreia do Sul caiu quase 6%, enquanto o Nikkei 225 japonês recuou 5,2 por cento. O índice Taiex de Taiwan desceu mais de 4%, ao passo que o Hang Seng de Hong Kong perdeu mais de 1%.
As economias do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan estão entre as mais vulneráveis do mundo às perturbações no fluxo de gás natural e petróleo proveniente do Médio Oriente.
O Japão, em particular, importa cerca de 90 por cento do seu petróleo através do Estreito de Ormuz, enquanto a Coreia do Sul depende do Médio Oriente para cerca de 70% das suas importações de crude. Cerca de 60% do petróleo de Taiwan e um terço do seu gás natural chegam por via marítima através do mesmo estreito.
O preço do crude disparou após o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos terem anunciado ao fim de semana uma redução da produção. O índice de referência do petróleo norte-americano aproximou-se dos 120 dólares por barril no início desta segunda-feira, o valor mais elevado desde a pandemia de Covid-19.