O Grupo Vista Alegre encerrou o exercício de 2025 com resultados históricos, registando um lucro de 4,7 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 4% face ao ano anterior —, e um volume de negócios consolidado de 144,3 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre da empresa centenária.

O crescimento das vendas, de 5,5% em relação a 2024, equivale a mais 7,5 milhões de euros de faturação e confirma a trajetória ascendente do grupo, que reforça a sua posição como referência global no segmento de louça de mesa e cristalaria premium.

A internacionalização continua a ser o principal motor da Vista Alegre. Em 2025, os mercados externos representaram 71% do volume de negócios total, com um crescimento de 8,3% face ao ano anterior — um desempenho que supera largamente o crescimento registado no mercado doméstico.

O grupo destaca a aposta na exportação que tem permitido ao grupo diversificar receitas e reduzir a exposição ao ciclo económico nacional, posicionando as suas marcas nos segmentos de luxo e premium em mercados como a Europa, os Estados Unidos e a Ásia.

O EBITDA situou-se nos 27,7 milhões de euros, com um crescimento de 1% e uma margem de 19,2%. O grupo sublinha que este resultado foi alcançado num contexto de pressão significativa sobre os custos de energia — gás e eletricidade —, o que torna o desempenho ainda mais relevante como indicador da resiliência operacional do negócio.

Além do crescimento dos resultados, o Grupo Vista Alegre reforçou a sua solidez financeira com uma redução da dívida líquida consolidada de 5,3 milhões de euros face a dezembro de 2024. O rácio de dívida líquida sobre EBITDA desceu para 2,4 vezes, uma melhoria que sinaliza uma estrutura financeira cada vez mais saudável e capacidade de investimento futuro.

Grés lidera por segmentos

Ao nível dos diferentes segmentos de negócio, o Grés destacou-se com um crescimento expressivo de 11,4%, atingindo um volume de negócios de 62,9 milhões de euros. A Porcelana e a Faiança registaram também evoluções positivas, com crescimentos de 4,9% e 3,4%, respetivamente.

O único segmento a recuar foi o cristal e vidro, cujas vendas diminuíram 1,8 milhões de euros, num reflexo da contração verificada no mercado internacional das bebidas premium — uma tendência que tem afetado o setor a nível global.