A Moody’s Ratings melhorou hoje as notações de crédito do Novo Banco, num movimento que confirma os benefícios estratégicos da aquisição da instituição pelo grupo bancário francês BPCE. A dívida sénior não garantida (senior unsecured) subiu de Baa1 para A3, enquanto os depósitos de longo prazo passaram de A2 para A1 — ambas as categorias agora em território de grau de investimento elevado.

A agência justificou a decisão com a conclusão da compra pelo BPCE e a consequente incorporação, nos ratings do Novo Banco, de uma elevada probabilidade de apoio por parte do novo acionista, dada a importância estratégica do banco para o grupo. O Outlook das duas categorias foi revisto de positivo para estável, sinalizando que a agência não antecipa alterações adicionais no curto prazo.

“A Moody’s destaca a melhoria do perfil de crédito standalone do Novo Banco, suportada por uma melhor qualidade dos activos, níveis de capital elevados, rentabilidade resiliente e adequadas reservas de liquidez.”

O Adjusted Baseline Credit Assessment — indicador que reflecte o apoio externo esperado além da solidez intrínseca — foi também revisto em alta, de baa2 para baa1. O Intrinsic Baseline Credit Assessment, que mede exclusivamente a robustez própria da instituição, manteve-se em baa2.