O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reagiu esta sexta-feira aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que revelam uma inflação de 3,4% em abril. O governante admitiu a subida do custo de vida para as famílias portuguesas, mas assegurou que a situação “não é motivo para alarme”.
Em declarações aos jornalistas, Montenegro afirmou que o Governo está atento à evolução dos preços, especialmente nos bens essenciais, e que está a adotar medidas para mitigar o impacto do aumento da inflação. “Temos consciência do esforço que as famílias estão a fazer. A nossa prioridade é garantir que não haja um agravamento descontrolado nos bens de primeira necessidade”, sublinhou.
O INE reportou que a taxa de inflação homóloga subiu para 3,4% em abril, impulsionada sobretudo pelo aumento dos preços da energia e dos alimentos. Apesar de reconhecer a pressão sobre o orçamento familiar, o primeiro-ministro lembrou que a inflação ainda está abaixo de outros países europeus e que as perspetivas económicas apontam para uma desaceleração nos próximos meses.
“Estamos numa trajetória de crescimento económico, mas não podemos descurar a proteção dos que mais precisam. Este Governo está comprometido com a estabilidade”, concluiu.