O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi classificado como o quarto melhor aeroporto do mundo para passageiros que precisam fazer voos de conexão ou escalas durante as viagens de verão. A classificação faz parte do Índice de Risco de Conexões de Verão de 2026, divulgado pela AirAdvisor, serviço global de compensação por voos e bagagens.

O estudo avaliou o desempenho operacional dos 20 principais hubs globais, com base no risco de perda de voos. Para a classificação, foram considerados quatro critérios: frequência de atrasos superiores a uma hora (45% da pontuação), taxa de cancelamentos (25%), duração média do atraso (15%) e volume total de voos no verão (15%). Cada aeroporto recebeu uma pontuação de 5 a 10, sendo que uma pontuação mais alta indica maior confiabilidade.

Com uma pontuação de 8,65, o aeroporto de Lisboa está entre os terminais considerados de baixo risco. A liderança é do aeroporto de Estocolmo Arlanda, que obteve 9,30 pontos. Em segundo lugar surge o aeroporto Chopin de Varsóvia (9,15), seguido de perto por Madrid Barajas (8,65), que divide a mesma nota com o aeroporto de Lisboa.

Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, explicou que o índice se baseia nos resultados das interrupções, dependência da rede e espaço aéreo restrito. “As companhias aéreas absorvem isto reduzindo as margens de segurança, aeronaves de reserva, posicionamento da tripulação, janelas de retorno que, de outra forma, impediriam que um atraso se propagasse. As fragilidades estruturais já estão nos dados. Alguns resultados são tranquilizadores, outros preocupantes, e há mesmo conclusões que podem fazer os viajantes repensarem as escalas que têm reservado”, afirmou.

Na outra ponta da lista, os quatro piores aeroportos são também as principais portas de entrada para o Mundial de Futebol de 2026, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho. O Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth ocupa a última posição, com apenas 6,15 pontos. Chicago O’Hare, Nova Iorque JFK e Miami Internacional também aparecem entre os piores, devido a altas taxas de atrasos e problemas operacionais.

Em relação a esses aeroportos, os dados mostram que cerca de um em cada seis voos em Dallas acumulou atrasos superiores a uma hora no verão passado. Chicago enfrenta uma taxa de atrasos longos de 13,58%, enquanto Miami lida com 12,13% de atrasos, sobretudo devido às tempestades de verão. Já o JFK sofre com o espaço aéreo congestionado. Xangai Pudong aparece em 16.º lugar, mas seus dados merecem cautela, pois as autoridades chinesas só contabilizam se o voo operou, não a pontualidade real.