No contexto atual de envelhecimento demográfico crescente, a forma como abordamos a longevidade é um tema crítico não apenas para os sistemas de saúde, mas para o equilíbrio global da sociedade. Esta foi a ideia-chave do debate “Frente a frente: Mais vida, melhor vida. Como se prepara?”, que juntou Ricardo Raminhos, administrador da Mgen, e Gonçalo Castro Pereira, vice-presidente da Gama Life.

Investir em prevenção, promover literacia em saúde, desenvolver soluções centradas nas pessoas e contribuir para um modelo mais sustentável e solidário são caminhos apontados pela Mgen para a construção de um novo paradigma. “O nosso papel passa por ajudar a redefinir a forma como a sociedade pensa a saúde ao longo da vida. O desafio é criar fórmulas que permitam proteger pessoas e conjugar isso com a longevidade”, acrescenta Ricardo Raminhos.

Como organização mútua, a Mgen Portugal oferece uma gama de serviços destinados a salvaguardar a saúde dos seus membros, incluindo planos de seguro de saúde individuais e familiares, programas de bem-estar, iniciativas de cuidados preventivos e sistemas de apoio para gestão de custos de saúde. Com o seu caráter mutualista, a seguradora não impõe limite de idade nem considera exclusão de doenças. “A Mgen deixa a mensagem de esperança: é possível fazer bem feito sem colocar em causa a sustentabilidade”, afirma Ricardo Raminhos.

Já Gonçalo Castro Pereira sublinhou que, em 2024, Portugal tinha 2,6 milhões de habitantes acima dos 60 anos, e que, em 2050, a reforma corresponderá a apenas 39,5% do último salário. “Se queremos construir uma reforma de futuro para fazer face às quebras da Segurança Social, não podemos ter só produtos sem risco. É preciso arriscar um pouco, sobretudo no início da nossa carreira contributiva”, diz.

Outro aspeto importante, acrescenta o responsável, seria manter uma atividade profissional além da reforma, com benefícios fiscais. “É um desafio que os governantes têm que pensar. Trabalhar até aos 70 anos vai ser uma realidade”, afirma Gonçalo Castro Pereira. Para o vice-presidente da Gama Life, o Estado deve respeitar o “propósito do PPR” e tem a obrigação de “informar melhor os seus contribuintes” sobre a expectativa da sua reforma. “É muito mais fácil quando a pessoa tem conhecimento do seu gap e de como pode solucioná-lo. Há uma consciência e assim as seguradoras podem agir com produtos de maior ou menor risco consoante o perfil. A indústria seguradora tem sido inovadora em termos de produtos”, conclui.