O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, afirmou que a resposta à crise energética desencadeada pela guerra no Irão não pode ser “contraproducente”. Durante uma reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro em Nicósia, ele destacou que, embora haja consenso sobre medidas temporárias e direcionadas, não existe acordo quanto ao pedido da Itália para excluir gastos relacionados à crise das regras orçamentais da União Europeia.
Pierrakakis sublinhou que todos os países aderem às propostas da Comissão Europeia, que priorizam ações específicas e alinhadas com as metas de longo prazo da UE. O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, reforçou que a Itália tem sido o país mais consistente em pedir flexibilidades adicionais, mas que a resposta orçamental deve ser prudente e focada, evitando estimular a procura de combustíveis fósseis.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitando a exclusão dos gastos energéticos do Pacto de Estabilidade (PEC), que limita o défice público a 3% do PIB e a dívida pública a 60% do PIB. Meloni argumentou que a crise energética é uma emergência imediata para os cidadãos europeus, enquanto a UE enfrenta um crescimento económico mais lento, previsto em 0,9% para a zona euro em 2026.