O primeiro-ministro, Luís Montenegro, criticou esta quinta-feira o Chega e o PS, afirmando que ambos os partidos não resistem a medidas que consideram popular, em detrimento de decisões estruturais e de longo prazo. Em declarações aos jornalistas, Montenegro sublinhou a importância de uma abordagem ponderada no governo, contrastando com a suposta lógica eleitoralista das outras forças políticas.

“Estamos a semear de uma forma intensa, mas também ponderada para poder colher os frutos mais à frente”, afirmou o primeiro-ministro, numa alusão à necessidade de reformas que possam ter custos políticos imediatos, mas que garantam sustentabilidade futura. As declarações foram feitas durante uma visita a uma unidade industrial no norte do país, onde o governante voltou a defender as políticas de contenção orçamental e de atração de investimento.

A crítica ao Chega e ao PS surge num contexto de crescente tensão política, com o partido de André Ventura a pressionar o governo em matérias de imigração e segurança, enquanto o PS acusa o executivo de falta de ambição nas políticas sociais. Montenegro respondeu indiretamente a essas acusações, sugerindo que a oposição prefere o populismo a soluções responsáveis.

“Há quem prefira o caminho mais fácil, que é prometer tudo e não cumprir nada. Nós preferimos o caminho da verdade e do trabalho”, concluiu o líder do PSD, que governa em coligação com o CDS-PP.