O principal negociador do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu este sábado uma resposta “esmagadora” caso os Estados Unidos retomem a guerra e afirmou que o Irão “reconstruiu” as forças armadas durante o cessar-fogo iniciado em 8 de abril.

“As nossas forças armadas reconstruíram-se durante o período de cessar-fogo de tal forma que, se Trump cometer outro ato insensato e reiniciar a guerra, as consequências serão certamente muito mais esmagadoras e amargas para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra”, declarou Ghalibaf através das redes sociais.

Os esforços diplomáticos para a paz entre Irão e Estados Unidos intensificaram-se nas últimas horas, com conversações entre governantes de Qatar, Turquia, Iraque, Omã e Irão, enquanto este país analisa a última proposta de Washington.

Desde a noite passada que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, tem mantido conversações telefónicas com os seus homólogos da Turquia, Hakan Fidan, do Iraque, Fuad Hussein, do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e de Omã, Badr al-Busaidi, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, que não adiantou mais pormenores.

Araqchi falou ainda telefonicamente com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a quem informou sobre o progresso das negociações de paz.

Segundo meios de comunicação iranianos, a República Islâmica exigiu aos EUA o fim da guerra em todas as frentes, o levantamento das sanções, a libertação de bens iranianos congelados, indemnizações por danos de guerra e o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz como pré-requisitos para um acordo inicial.

A imprensa norte-americana noticiou que Washington estaria a considerar novos ataques contra Teerão. Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão a preparar-se para possíveis bombardeamentos durante o fim de semana.

Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os conselheiros mais próximos para discutir a guerra, noticiou o portal Axios, e anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, para permanecer em Washington por “razões relacionadas com assuntos de Estado”. Trump reafirmou que o Irão “nunca terá uma arma nuclear” e que o conflito “será resolvido em breve”.