A República de Angola vai encerrar o Consulado-Geral em Nova Iorque no quadro de uma política de redimensionamento do setor, que irá afetar também outras representações diplomáticas.

A decisão foi tornada pública pelo secretário de Estado para Administração, Finanças e Património, Embaixador Osvaldo dos Santos Varela, segundo o qual as medidas devem-se à necessidade de ajustar as despesas ao orçamento atribuído pelo Ministério das Finanças, de acordo com o Jornal de Angola (JA).

Até ao momento, o encerramento dos serviços não foi oficializado. Contudo, em fevereiro, a mesma missão diplomática anunciou que os serviços consulares estavam “temporariamente suspensos”, pelo que os cidadãos angolanos deveriam deslocar-se ao setor consular da Embaixada de Angola em Washington D.C. Nos Estados Unidos, a comunidade angolana conta ainda com um Consulado-Geral em Houston, Texas. A representação em Los Angeles encerrou em 2020.

Além do posto em Nova Iorque, o Ministério das Relações Exteriores (Mirex) vai avançar com o encerramento de consulados em Macau, China, e Montevideu, no Uruguai. Na Europa, o consulado-geral em Roterdão, nos Países Baixos, também irá fechar portas.

Em reação às notícias, a Câmara de Comércio de Angola em Macau (CCAMO) considerou que o encerramento do consulado angolano “um retrocesso” e “um contrassenso” face ao reforço das relações entre China e África.

“Obviamente, na nossa perspetiva, é um retrocesso àquilo que nós tínhamos, até porque o consulado estava a fazer um trabalho relativamente importante, nomeadamente no estabelecimento de relações entre empresários angolanos e empresários locais”, afirmou o presidente da assembleia-geral da CCAMO, fundada em 2017, em declarações à Lusa.

O mesmo secretário de Estado avançou, em abril, que o novo quadro de pessoal aprovado determina a redução de 187 postos de trabalho no exterior.