O transporte de mercadorias registou uma diminuição no primeiro trimestre do ano, em todos os modos de transporte, de acordo com os dados do INE.

Os dados revelam que nos primeiros seis meses do ano o transporte rodoviário registou uma redução de 12,7%, face ao período homólogo, com apenas 24,4 milhões de toneladas movimentadas, tendo sido o meio mais penalizado. Já o transporte marítimo de mercadorias desceu 6,5%, o ferroviário diminuiu 2,1% e o aéreo 0,3%.

A principal divisão transportada continuou a ser os produtos não energéticos das indústrias extrativas, representando 24,2% do total. Seguem-se os ‘outros produtos minerais não metálicos’, com 13,1% e os ‘produtos alimentares, bebidas e tabaco’, com 10,3%.

No transporte marítimo, o porto de Leixões registou uma diminuição de 0,9% no movimento de mercadorias, enquanto o porto de Lisboa apresentou um acréscimo de 0,9%. Já o porto de Setúbal registou um aumento de 6,2% e o de Aveiro uma subida de 11,6%.

O tráfego nacional de mercadorias pela ferrovia totalizou 1,5 milhões de toneladas, com o tráfego internacional a diminuir 1,9% para 431 mil toneladas.

Já no transporte de passageiros, o metropolitano registou uma descida homóloga de 2,2%, com apenas 69,3 milhões de passageiros. O metro de Lisboa movimentou menos passageiros no primeiro trimestre, com apenas 41,5 milhões de passageiros, enquanto o metro do Porto aumentou o número de passageiros transportados para 22,8 milhões.

O transporte ferroviário manteve uma trajetória positiva, com um crescimento de 0,8%, tendo transportado 57,6 milhões de passageiros. O transporte aéreo também registou um aumento, de 3,9%, com os aeroportos nacionais a movimentarem 14,5 milhões de passageiros.

Já o transporte marítimo diminuiu 3,1% nos primeiros seis meses do ano, com o transporte fluvial a movimentar apenas 5,1 milhões de passageiros.

O transporte por oleoduto apresentou um aumento de 5% no primeiro trimestre, tendo sido transportadas 785,5 mil toneladas. Também o transporte por gasoduto registou a mesma tendência, com um crescimento de 11% na entrada e de 11,7% na saída.