O Mapa Verde das energias renováveis prevê uma área duas vezes superior à da área metropolitana de Lisboa. O mapa das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (ZAER) prevê os locais que cumprem os critérios de exclusão em conjunto com recurso solar e eólico disponível e a proximidade de rede elétrica (até 20km de distância).

São quase 579 mil hectares identificados para a energia solar fotovoltaica e quase 85 mil hectares para a energia eólica. Tudo junto, estes 664 mil hectares representam uma área potencial para a construção de energias renováveis duas vezes superior à da grande Lisboa.

“A grande maioria das áreas ZAER identificadas encontra-se nas proximidades de uma subestação (eólica 96% e solar 98%), denotando por isso interesse para o desenvolvimento de projetos de centrais híbridas ou hibridização de centrais existentes, sendo que, as zonas com maior adequabilidade deste tipo de projetos se localizam nas regiões Centro e Norte, devido à elevada complementaridade entre os perfis de geração das duas tecnologias”, segundo o relatório de um grupo de peritos, liderado pela professora do Instituto Superior Técnico (IST) Maria do Rosário Partidário.

As áreas com potencial ZAER incidem sobre parte do território de 111 municípios com potencial eólico e 193 municípios com potencial solar fotovoltaico.

O espaço florestal representa quase 80% das ZAER solares, com o agrícola a totalizar 11%. Nas ZAER eólicas, a floresta representa 72%, com o espaço natural e paisagístico a representar 16%.

“Nas sub-regiões de maior aptidão renovável — em particular no interior Centro, no Norte interior e em partes do Alentejo —, a coincidência de potencial solar e eólico constitui uma oportunidade para os processos de hibridização, mas que torna mais exigente os mecanismos de acompanhamento por forma a evitar riscos de pressão cumulativa”, segundo o relatório.

É de sublinhar que são zonas potenciais, identificadas como favoráveis à instalação de projetos, mas não significam uma aprovação automática das centrais, que vão ter direito a um regime de “Licenciamento Simplificado, Célere e Previsível”. E os promotores continuam com liberdade para apresentar projetos fora das zonas identificadas neste estudo.