O governo português, na voz do ministro Paulo Rangel, manifestou-se esta terça-feira positivo quanto ao acordo de paz mediado entre o Irão e os Estados Unidos, considerando-o um passo importante para a estabilidade no Médio Oriente. No entanto, Rangel não escondeu a sua preocupação com a situação no Líbano, classificando o país como o “elo mais fraco” do processo negocial.

Em declarações aos jornalistas, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que “o acordo entre o Irão e os EUA é um sinal encorajador”, mas alertou que “a fragilidade do Líbano pode comprometer todo o processo de paz”. Rangel criticou ainda as recentes “incursões” de Israel e do Hamas em território libanês, considerando que “violam a soberania do país e dificultam a implementação de qualquer acordo regional”.

O governante reiterou o apoio de Portugal a uma solução diplomática que respeite a integridade territorial do Líbano e apelou à comunidade internacional para que “redobre os esforços” no sentido de evitar que o país se torne um palco de conflitos alargados. A posição portuguesa surge num contexto de negociações complexas, onde o Líbano, marcado por divisões internas e pela influência de atores externos, continua a ser um dos principais desafios para a paz duradoura na região.