O ex-ministro da Economia português António Costa Silva considerou hoje, em Luanda, que o acordo EUA-Irão é “frágil”, estando por negociar questões cruciais, alertando para a “errática” liderança americana e iraniana e criticando o papel passivo da Europa.
Costa Silva falava hoje à Lusa, em Luanda, à margem da apresentação do estudo “Banca em Análise”, da Deloitte, numa altura em que Washington e Teerão assinaram um memorando de entendimento que estabelece o cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e prevê negociações sobre um acordo final nos próximos 60 dias.
“É evidente que o acordo é sempre um alívio, mas o acordo não é mais do que um memorando de entendimento — as questões cruciais têm de ser negociadas nos próximos 60 dias”, sublinhou o académico, acrescentando que “o foco do acordo, como o Presidente americano tem explicado, é a reabertura do Estreito de Ormuz”.