O grupo libanês Hezbollah reivindicou ataques contra tropas israelitas e repeliu um avanço militar no sul do Líbano, ações consideradas como “em legítima defesa” e em resposta à violação do cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão.

As forças do grupo xiita Hezbollah avistaram uma força israelita, composta por um pelotão blindado e de infantaria, a tentar infiltrar-se para norte das colinas de Ali al Taher, que atacou “com diversas armas, visando três tanques Merkava com mísseis guiados, o que provocou a sua destruição e incêndio”, assinalou a formação armada num comunicado.

Num segundo comunicado, o grupo assinalou que os combatentes do Hezbollah “repeliram” as tropas que procuravam infiltrar-se por “uma rota oculta”, enquanto uma segunda força israelita “tentou avançar para recuperar os mortos e feridos sob uma densa nuvem de fumo, lançando simultaneamente dezenas de foguetes de sinalização para a zona”.

Os combatentes do Hezbollah atacaram então novamente “com uma salva de foguetes e granadas de morteiro”, de acordo com o comunicado, que não especificou o número de baixas israelitas. Até ao momento, Israel ainda não reagiu a esta informação.

Estes combates ocorreram num período de algumas horas em que o Exército israelita atacou intensamente a região sul de Nabatieh, de acordo com a Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa. O Hezbollah afirmou que estava a combater as tropas israelitas quando estas tentaram avançar da localidade de Arnoun em direção aos arredores de Kfar Tebnit, na província de Nabatieh.

Os confrontos ocorrem depois de os Presidentes dos EUA e do Irão terem assinado um memorando de entendimento para o início das negociações de um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Exército israelita manterá a “zona de segurança” nos territórios ocupados do sul do Líbano.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o “limite para as negociações” entre Israel e o Líbano deve ser “a segurança mútua” e apelou a que se aproveitasse o acordo de paz para “expulsar” o Estado judeu e restaurar a soberania.