O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou hoje ter tido conhecimento que era alvo de ataques planeados pelo grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano (MAL) à sua casa por notícias, dado não ter sido contactado pelas autoridades.
“Quanto a esse assunto, aquilo que eu posso transmitir-vos é que fui ontem [quinta-feira] completamente surpreendido por essa notícia [quando] estava num contexto de reunião [do Conselho Europeu], em que nem sequer estava contactável, e lamento profundamente que uma questão que coloca em causa a segurança de um cidadão, no caso o primeiro-ministro e a sua família – mas podia ser aplicável a qualquer português -, não tivesse sido partilhada com os próprios”, disse Luís Montenegro.
“Posso até confidenciar que foi extremamente delicado que a minha família, nomeadamente a minha mulher e os meus filhos, tivessem tido essa notícia da forma igualmente surpreendente e sem poderem falar inclusivamente comigo, mas isto não é exclusivo do primeiro-ministro e de mim próprio e da minha família, é de qualquer cidadão português”, vincou o chefe de Governo.
Luís Montenegro foi questionado sobre a acusação do Ministério Público (MP), conhecida na quinta-feira, em que nove arguidos, um dos quais um chefe da PSP que estava ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa, são acusados no processo relacionado com o grupo de extrema-direita MAL por crimes de terrorismo, imputando-lhes o planeamento de ações futuras contra alvos políticos, partidos, jornalistas e académicos.