O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, reagiu esta quinta-feira às ameaças de extrema-direita que visavam a sua residência, lamentando que a sua mulher e a sua família tenham tomado conhecimento do caso através da comunicação social, e não por via oficial.
Em declarações aos jornalistas, Montenegro afirmou que as ameaças envolviam a utilização de engenhos explosivos e armamento militar para atacar a casa onde reside com a família. Apesar de reconhecer a gravidade da situação, o chefe do governo sublinhou que não considera que tenha havido uma falha de segurança por parte das autoridades.
«A minha mulher e a minha família souberam pela comunicação social. Não fui avisado previamente. Mas não é uma falha de segurança», declarou o primeiro-ministro, tentando apaziguar a controvérsia sobre a falta de comunicação institucional.
As autoridades de segurança já estão a investigar o caso, num contexto de crescente tensão política e de alertas sobre a radicalização de grupos extremistas em Portugal. A residência oficial do primeiro-ministro permanece sob vigilância reforçada.