O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) denunciou que tribunais em todo o país estão a funcionar em condições de calor extremo, com salas de audiência a ultrapassar os 40°C, climatização avariada e falta de água potável. Em comunicado, o sindicato descreveu a situação como “autênticas saunas”, com funcionários, magistrados e público a sofrer de stresse térmico, suor e cansaço extremo.

No Palácio da Justiça de Lisboa, a climatização está avariada há anos e existem apenas três ventoinhas para nove pessoas nas secretarias grandes. No DIAP do Porto, as temperaturas variam entre os 28°C e os 33°C nos gabinetes, com ar condicionado a funcionar apenas até ao terceiro piso de um edifício de nove. Em Sintra, Almada, Loures, Seixal e Montijo, a situação repete-se, com tribunais sem ar condicionado há três a cinco anos consecutivos.

O sindicato alerta que julgamentos e conclusões já estão a ser adiados para depois de 15 de setembro por falta de condições térmicas, e que a situação é particularmente grave em Faro, onde as ventoinhas têm de ser desligadas durante as audiências para evitar ruído nas gravações de prova.