A empresa tecnológica Tekever venceu o concurso público promovido pela Autoridade Marítima Nacional (AMN) para o fornecimento de um sistema de plataformas aéreas autónomas não tripuladas (drones) destinadas a reforçar a fiscalização e vigilância marítima.

Este contrato, o primeiro celebrado entre a tecnológica pan-europeia e a AMN, prevê a entrega de um sistema baseado em plataformas AR3 EVO, que será operado diretamente pela Autoridade Marítima Nacional após a formação dos seus operacionais. O acordo inclui ainda uma estação de controlo terrestre, assistência técnica e manutenção ao longo do ciclo de vida do equipamento.

Em comunicado, a empresa sublinha que o projeto vai permitir à Polícia Marítima “desenvolver uma capacidade própria de operação de sistemas aéreos autónomos”, através da transferência de conhecimento e apoio técnico assegurados pela Tekever.

O novo sistema destina-se a apoiar missões de vigilância, deteção, reconhecimento, busca e salvamento no mar territorial e na Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa. O objetivo passa por ampliar a área monitorizada e disponibilizar informação em tempo real para garantir uma resposta mais rápida das autoridades.

“Este contrato coloca uma tecnologia autónoma desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da proteção do nosso espaço marítimo”, destaca Pedro Petiz, Diretor de Desenvolvimento Estratégico da Tekever, citado no documento.

O modelo de aeronave selecionado, o AR3 EVO, possui capacidade de descolagem e aterragem vertical (VTOL), o que lhe permite operar a partir de embarcações ou de locais com infraestruturas limitadas. O equipamento tem uma autonomia de até 14 horas e pode integrar sensores óticos, térmicos e de comunicações de alta-definição.

A Tekever recorda que os seus sistemas acumulam milhares de horas de voo em missões semelhantes no espaço europeu, tendo já operado para entidades como a Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA) e o Home Office do Reino Unido.